segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pense um pouquinho

Quando vim a Paris pela primeira vez, todos me falaram que os franceses seriam uns grossos, mal educados, e odiariam se você falasse inglês.

Não achei nada disso.

Aos treze anos, já amei a cidade logo de cara, e foram apenas quatro dias.

Estou aqui há um mês, e digo que essa fama quo povo que ama baguetes e pic-nics tem é muito injusta.
Fico imaginando como seria se no meu próprio país, eu ouvisse um “sorry” constantemente.
Ouvir, as vezes, mais de qualquer outra língua do que a sua.
Por que as pessoas não se esforçam o mínimo para aprender um simples “pardon”?

Acho que eu ficaria meio brava com isso.
Os franceses realmente apreciam quando você tenta falar um simples “Merci”...
Quando vêem que seu esforço não é tão efetivo, começam a falar a língua do Tio Sam sem problema nenhum.

Então, antes de falar que parisienses não tratam bem os turistas, pense se você fez isso.
Pense se rolou um ‘Bonjour’ ao entrar na loja.
Pense um pouquinho no lado deles.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Procurando o tal “alinhamento”

Sempre ouvi falar dos arcos que eram propositalmente alinhados em Paris.
Que o menor se encaixava, uma ideia sensacional.
Sabia que um era o Arco do Triunfo, mas o outro sempre foi um mistério.
Ficava olhando pela Champs-Élysées inteira procurando o outro maldito arco.
Nunca achei.
Só então essa semana fui descobrir o famoso lugar.

Fui até o La Défense.

A primeira coisa que vem na cabeça quando você sai do metro é: “caramba, ainda estou em Paris?”

Pois é, nunca saberia que indo até a última estação da linha 1 chegaria tão longe, numa realidade tão diferente.
Arquitetura moderna, prédios envidraçados – e espelhados-, um design completamente diferente da Cidade Luz.
A única semelhança eram os milhões de turistas e as pessoas deitadas no único pedacinho de grama do lugar, isso não muda por aqui.

Mas o que eu mais gostei no La Défense, não foi o moderno e famoso “Grande Arche”, e sim a vista que ele tem para o outro arco, para a parte tradicional da cidade
É incrível.
Depois de subir todas aquelas escadas percebe-se o quanto vale a pena.
O Arco do Triunfo é como o horizonte, com todos aqueles carros e luzes da avenida parisiense mais famosa de todas.
Parece tão pequeno perto de todos aqueles reflexos...

O La Défense é um centro comercial que abriga várias grandes empresas, mas também tem um shopping enorme e lojinhas espalhadas ao redor.
Claro, você pode comprar seu sanduiche e partir para a grama.
Se preferir, há bons restaurantes no lugar.

Posso dizer que agora já sei qual é o outro arco do alinhamento.
Já o alinhamento...esse eu ainda não achei.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Rodin

Pensei em escrever sobre o museo do Rodin só no final, quando eu já tivesse visitado todos os outros, ou pelo menos boa parte deles... mas não. Rodin merece um post. Merece vários, e não vai ser suficiente.
Que lugar incrível.
Quantas pessoas vem a Paris e sequer tem noção de sua existência?
Ficam freneticas querendo ver a Monalisa, tirar foto na pirâmide do Louvre...
Leonardo Da Vinci que me desculpe, mas não troco mil Monalisas por aquele jardim.
É, talvez seja isso: o ambiente.
Não é aquela coisa sufocante de um quadro, uma escultura atrás da outra. É tudo tão harmônico!
Há esculturas do artista espalhadas por todos os lados, e é claro que O Pensador tem um lugar diferenciado. Sem nenhum tipo, porém, de restrição de fotos e limite de aproximação.
Para os que ficam cansados de andar, sentem-se, ou, melhor ainda, deitem na grama e tenha a visão privilegiada do palácio dos Invalides com um pedaço da torre Eiffel ao lado.
Se não quiser deitar na grama, estique-se nas concorridas espriguçadeiras que ficam no final do jardim.
Melhor ainda se você levar seu sanduiche...


Fiquei até culpada de ter pago só 1 euro.
ou não.


sábado, 14 de maio de 2011

Um programa diferente

Quem vai ao cinema numa viagem?
Pois é, quase ninguém. Até diria que seriam meio maníacos os que vão... mas abro toda e qualquer excessão para o La Pagode, o único cinema do bairro 7 parisiense.
Só tem duas salas, fica uma fila gigante na porta, mas quando você entra.. parece que foi para o século passado.
Ok, vocês podem estar pensando: "Por que diabos iria num cinema velho?"
Porque a gente não tem isso no Brasil.
A gente não tem nada parecido.
As paredes refletem a época em que a caça era indispensável, possui vários pássaros dourados; As luzes são como candelabros; a sala é daquele tipo pequenininha aconchegante; as cadeiras são vermelhas, e não, não têm lugar para colocar a coca cola; o som.. o som é bose. Afinal, não se pode manter a tecnologia totalmente afastada.

Confesso que o filme também ajudou, Minuit à Paris, o novo longa de Woody Allen leva o espectador para essa cidade que eu me apaixono cada vez mais. Cada pedacinho é retratado da melhor maneira, no estilo francês. Os cafés, os bistrôs, as milhares de pontes ao longo do rio Sena...tudo faz com que você saia do cinema querendo estar em Paris, querendo viver aquilo tudo.

A melhor parte, porém, foi sair e me deparar com isso tudo.

Se for muito difícil assistir um filme, vale ir no La Pagode só pra tomar um café ou um chá. Fica na Rue Babylone, número 57.
Não tem horários muito acessíveis (só fica aberto até as 17h), mas se você estiver em Paris, já estará acostumado com essa falta de flexibilidade...


terça-feira, 10 de maio de 2011

1 minuto

Correria, mapas e dicionários nas mãos, máquina no pescoço.. viagens são assim né? O que importa é visitar o máximo de museos possivel, o maior número de monumentos, e claro, ter foto em cada uma dessas coisas.

Quando se tem mais tempo, dá pra respirar e se ambientar ao lugar.

Mas por que não fazer isso independente do número de dias que você vai ficar?

Fiz isso hoje: saí e fui sentar as margens do Sena.
Ok, vou ficar aqui por um tempo bem razoável.
Tenho certeza, porém, que aquela sensação não está em nenhum corredor do Louvre.

Pare.
Sinta o clima da cidade.
Viva aquele lugar mesmo que seja só por alguns minutos, garanto que vai valer a pena.

Não pense que estará deixando de tirar uma foto, ou ver um quadro.

Pare 1 minuto.

Afinal, há vezes que poucos minutos valem muito mais do que 1 hora.


domingo, 8 de maio de 2011

Crepe De Verdade


A primeira receita de crepe foi encontrada em 1390 na França, num livrinho chamado "manger de Paris".

Claro, vários copiaram, mas podiam ao menos ter mantido a receita original né?

Ok, o Chez Michou ainda é uma delicia, mas não é crepe de verdade.

Aqui ele é feito com outro tipo de farinha, a integral, que faz com que a massa fique mais escura. Além de ser bem mais fininha e crocante.
Uma maravilha!

Aqui tem uma barraquinha de crepes a cada esquina, mas eu comi o meu em Montmartre.
Aliás, que lugar incrível.
Aqueles pintores sentados na calçada à espera de um rosto para desenhar, aquela igreja, o pequeno teleférico...todas essas coisas que fazem com que o ambiente tenha uma vibe ótima.
Sabe esses lugares que têm energia?

Pois é, Montmartre é um desses.

E combinado com esse crepe de queijo, presunto e tomate fica ainda melhor!

Há milhares de restaurantes para sentar, comer essa delicinha crocante e descansar das escadarias de Sacré Coeur. Fiz isso na Creperie Broceliande, um lugar superfofo na rue des Trois Frères número 15.

Fica a dica!
Porém, se não der pra ir lá, coma um em qualquer esquina.
O que importa é saber como é o crepe de verdade.

beijobeijo,

nath

sábado, 7 de maio de 2011

Por que?


Não sei. Há várias perguntas que eu não sei responder ao certo.Por que resolvi fazer um blog?
A resposta pode parecer óbvia, certo? Viagem combina com blogs, ainda mais hoje em dia...Mas a verdade é que no fundo no fundo eu não tenho uma resposta concreta para o motivo da criação dessa página virtual.
Só quero que ela seja útil algum dia, nem que seja para arrancar umas risadas, ou até mesmo lágrimas de nostalgia.
Acima de tudo, quero que isso aqui seja um meio de contar como é viver na Cidade da Luz aos dezoito anos.Como é ver a Torre Eiffel da janela ao tomar café da manhã...(ok, isso não há palavra no mundo que descreva.)
Que este blog seja recheado de dicas e coisinhas a se fazer em Paris,afinal, mesmo sabendo que há milhares falando disso, quero tentar contar!
Bem vindo à internet, "Pour la Tour".Aproveite sua estadia de 3 meses.

Garanto que eu vou fazer isso.