quarta-feira, 27 de julho de 2011

Huuumm!


A França é mais do que famosa por ter os melhores chefs do mundo, as melhores comidas, os melhores restaurantes com os mais variados menus.
Paris é a capital da gastronomia, e não ganhou esse título à toa.

A quantidade de restaurantes é impressionante.
A cada esquina há um menu diferente, uma nova opção com os preços mais variados possíveis.
É fácil comer bem na cidade do Ratatouille.

Minha maior descoberta, se chama 'Les Cocottes', que, em francês, significa panelinha.
Praticamente todos os pratos são servidos em cocottes, é a coisa mais fofa do mundo.
Ou, deveria dizer, a coisa mais deliciosa do mundo!

O restaurante é do chef Christian Constant, que possui mais dois, todos na altura 135 da charmosa rua Saint Dominique: o Le Violon d’Ingres, que é absurdamente caro, e o Café Constant, que tem a mesma faixa de preço do Cocottes, e é igualmente maravilhoso.

O preço é supertranquilo, principalmente se você estiver acostumado aos padrões paulistas.
Há sempre uma entrada, um prato, e uma sobremesa do dia, que saem por 9, 16 e 8 euros.
Além de um cardápio fixo com valores parecidos..

Não tenha a ilusão, porém, que vai conseguir sentar com facilidade.
Principalmente agora que essa pequena maravilha está em vários guias turisticos... sim, você encontrará com vários japas maniacos, aqueles não largam suas cameras.

Mas, acredite, vale a pena encarar uma filinha para saborear aquela delicinha dentro da panelinha de ferro.

sábado, 16 de julho de 2011

A primeira e . .

Tinha 12 anos quando comecei a conhecer Paris.
Quando provei foie gras, soube dos hábitos, da cultura..
Foi num almoço de domingo, me lembro bem.
Foi uma pessoa chamada Desiê que me fez querer entrar nessa cultura e saber cada vez mais.
Foi dela que ouvi que à Paris não se vai.

Se volta.

Hoje é meu último dia nesses três meses.

Voltei da ponte dos Invalides agora, voltei da minha.. não, não diga "última"!
Não vou dizer.

Posso dizer que foi um 'até logo', um 'volto já'.

É, é isso.

Porque a primeira vez, a gente não esquece.

E a última.. a última não existe.

Pelo menos não com Paris.




P.S:. vale dizer que há algumas dicas não publicadas, então, esta página virtual não será totalmente abandonada. (:

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não saia sem!


Eu não acredito que fiquei esse tempo todo sem sequer citar seu nome.
Quando ouvi a primeira vez, pensei " O melhor do mundo.. aham."

Mas é.

Eu não gosto muito de sorvetes, mas abro todas as excessões do mundo para o Berthillon!

A verdade é que poucas pessoas o conhecem, e já causam, porém, uma grande fila.

Um detalhe muito importante é: não são apenas lojas Berthillon que vendem sua preciosidade.
Há diversas magasins espalhadas na île de Saint Louis (atrás da Notre Dame, na île de la Cité)
Se você der sorte, pode achar algumas pela cidade também, e que fazem questão de dizer: "Temos Sorbets Berthillon"

À mon avis, nenhum sabor barra o Framboise à la Rose.
Sim, e 'rose' é de Rosa, a flor.
Dá para sentir o gostinho no final, um aroma.. huuum!
Mas não é em todo lugar que tem.. só o encontrei nessa barraquinha da foto, quase no final da île.

E não estranhe se você vir escrito no tableaux de sabores "Caramel à beurre salé"
Essa é um dos sucessos entre os franceses: Caramelo com manteiga salgada.

É um pouco esquisito, mas você vai se acostumando ao longo da sua casquinha de 3 euros.
Independente do sua escolha, PROVE!

Não saia de Paris sem um Berthillon.

sábado, 9 de julho de 2011

Uma fatalidade não muito legal

Preciso declarar a minha indignação.
Há aproximadamente 2h fui furtada em plena Champs Elisées.

Estava lotado, típico sábado.
Pior, sábado de liquidação.

Entrei na HeM, comprei umas coisinhas..
Agora estou me perguntando por que não comprei tudo, por que não gastei todos os euros da minha carteira?!

Paguei, coloquei a carteira no bolsinho da frente da minha querida JanSport vermelha.
Eu nunca a coloco ali.

Quando fui mudá-la de lugar, 5 minutos depois, percebi que o fecho estava aberto.

Quem me conhece pode imaginar como fiquei.. voltei na loja, perguntei para a caixa que tinha me atendido, para os seguranças, falei com todo mundo.

"Pickpocketings sont partout.."

Foi tudo que ouvi.

O próximo passo foi a delegacia.

Tentei lembrar de todo o meu vocabulário aprendido sobre le Comissariat.. mas a verdade é que chorava mais do que falava.
Sai de lá com o papel do B.O em frances que preferia nunca ter visto.


Ok, foi uma fatalidade;
Poderia ter acontecido com qualquer um.

Mas que é revoltante é.
E muito.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vale a pena

Quando vim a Paris pela primeira vez, troquei Sacre Coeur pela Galeria Laffayette.
Não aguentava mais ver igrejas, estava saturada.

Ainda bem, foi só a primeira vez ...
Nunca, jamais, faça isso, mesmo que você tenha apenas 4 dias.
A não ser, é claro, que você ame comprinhas e todas as marcas do mundo em um só lugar.
Apesar de eu ainda achar um absurdo trocar Sacre Coeur por Laffayette, preciso dar meu braço a torcer: a Laffayette vale à pena pelo seu terraço.
Suba tudo, passe por tudo, e chegue ao oitavo andar.

Se depare com a vista da torre, do arco do triunfo e milhares de outras coisas que Paris tem a oferecer.

O Restaurante fica no mesmo piso, tem um preço ótimo e muuitas opções.
Pode pegar carne, saladinha, peixe, salada de frutas de sobremesa.
Comi uma carne com batatinhas e legumes por apenas 6,10 €.
Vraiment pas cher.

Assim, mesmo que você não goste de roupinhas da moda, e fica cansado com milhares de andares de perfumes, relógios, bolsas e sapatos, a Galeria Laffayette vale à pena.